O frango e a galinha
Há dias vi apresentarem num documentário (National Geographic?) o "frango do mar"; referiam-se aos salmões de aquicultura.
Fiquei impressionado com os risco que as mal reguladas indústrias de aquicultura representam para a preservação das espécies selvagens - biodiversidade - e para a saúde humana. De panaceia ou mesmo solução para a sobrepesca, os ambientalistas passaram a encarar esta indústria com olhos mais preocupados. Os viveiros apresentam-se como geradores de novas doenças, promovem a degradação das espécies selvagens pelos cruzamentos acidentais entre indivíduos "domesticados" e os outros endurecidos e preparados pela selecção natural... E os métodos científicos de engorda e embelezamento (o salmão quer-se rosado, certo?) podem conter aditivos pouco saudáveis para os humanos. Onde é que já ouvimos esta histório? A era da inocência quanto à aquicultura terminou.
Enfim, a conclusão que retirei é que há muito para fazer numa indústria nova e com potencialidades interessantes. Mas tudo é mais complexo e merecedor de cautelas do que inicialmente se pensava. Fiquei-me também como "frango" do mar na cabeça...
Se o salmão é o frango, então as douradas são os patos de aviários marítimos e por aí adiante até esgotarmos a crescente lista de espécies que são já criadas em cativeiro...
Agora o que eu não sabia é que já há muito tempo temos a "Galinha do mar". O nosso companheiro, camarada, amigo - escolha alegremente a que melhor convier que eu garanto boa conotação - da Oficina de Ideias apresentou-me a Tremelga. Um parente dos tubarões que muitas vezes serve para ir borda fora mas que na Caparica tem lugar reservado entre as melhores caldeiradas... Se for como a galinha do campo - a genuína - o tempo adicional de cozedura justifica a preferência ao frango! Fiquei com saudades de uma bela caldeirada!
sexta-feira, agosto 08, 2003
quinta-feira, agosto 07, 2003
Ar fresco!!!!
A Francisco Amaral não se deve importar, tem lá tantas no blogue dele!
Acabei de chegar a casa... Abri a torneira e ia-me escaldando... Os legumes cozidos para acompanhar o salmão grelhado vão ficar de molho no lava loiças. Mais uns minutinho e devem estar no ponto!
A Francisco Amaral não se deve importar, tem lá tantas no blogue dele!
Acabei de chegar a casa... Abri a torneira e ia-me escaldando... Os legumes cozidos para acompanhar o salmão grelhado vão ficar de molho no lava loiças. Mais uns minutinho e devem estar no ponto!
Nunca são demais as boas notícias...
TSF - CASTELO BRANCO
"Hospitais vão buscar reforços a Espanha.
O Centro Hospitalar da Cova da Beira (CHCB), na Covilhã, e o Hospital Amato Lusitano (HAL), em Castelo Branco, vão reforçar os seus quadros com médicos espanhóis, adiantou o director clínico do CHCB.
(...)
Apesar do número de médicos do CHCB ter duplicado nos últimos três anos, ainda há carências em vários serviços. As áreas mais necessitadas são a cardiologia, oftalmologia, neurologia e urologia."
É pena é que o serviço de proximidade, junto às aldeias, seja tão pobre. Sofre-se demais, sendo velho, no interior do país.
TSF - CASTELO BRANCO
"Hospitais vão buscar reforços a Espanha.
O Centro Hospitalar da Cova da Beira (CHCB), na Covilhã, e o Hospital Amato Lusitano (HAL), em Castelo Branco, vão reforçar os seus quadros com médicos espanhóis, adiantou o director clínico do CHCB.
(...)
Apesar do número de médicos do CHCB ter duplicado nos últimos três anos, ainda há carências em vários serviços. As áreas mais necessitadas são a cardiologia, oftalmologia, neurologia e urologia."
É pena é que o serviço de proximidade, junto às aldeias, seja tão pobre. Sofre-se demais, sendo velho, no interior do país.
A "Pomba" era desta raça, pai? (rev.)
O Grupo Lobo, a Naturlink e a BP, lançaram uma campanha de conservação do Lobo-ibérico e de raças portuguesas de Cães de Gado. O patrocínio a conceder pela BP será função do número de pontos dos cartões BP doados (ou jogados) pelos seus utilizadores.
(...)
Um Cão de Gado é um cão que protege os animais domésticos dos ataques dos predadores, como os lobos, as raposas ou os cães vadios. É calmo, não interfere nas actividades do rebanho, mas está sempre atento à aproximação de qualquer intruso ou situação estranha. Sendo muito independente, trabalha sem necessitar da presença ou supervisão do pastor.
A "Pomba" era desta raça, pai?
Era assim que te permitias escalar a serra sem veres o rebanho, dormires a sesta à sombra do castanheiro, resgatares a tua infância com outros pequenos pastores como tu. Ao som do teu assobio a "Pomba" trazia-te o rebanho... À mais pequena restolhada denunciava o Lobo. E tu fazias-te valente contra aquela figura bestial ao lado da tua Pomba.
Ainda bem que te comoves e não te envergonhas desse brilho nos olhos que quase invejo quando te lembras pastor.
Um beijo.
P.S.: Obrigado pelo link Ana.
O Grupo Lobo, a Naturlink e a BP, lançaram uma campanha de conservação do Lobo-ibérico e de raças portuguesas de Cães de Gado. O patrocínio a conceder pela BP será função do número de pontos dos cartões BP doados (ou jogados) pelos seus utilizadores.
(...)
Um Cão de Gado é um cão que protege os animais domésticos dos ataques dos predadores, como os lobos, as raposas ou os cães vadios. É calmo, não interfere nas actividades do rebanho, mas está sempre atento à aproximação de qualquer intruso ou situação estranha. Sendo muito independente, trabalha sem necessitar da presença ou supervisão do pastor.
A "Pomba" era desta raça, pai?
Era assim que te permitias escalar a serra sem veres o rebanho, dormires a sesta à sombra do castanheiro, resgatares a tua infância com outros pequenos pastores como tu. Ao som do teu assobio a "Pomba" trazia-te o rebanho... À mais pequena restolhada denunciava o Lobo. E tu fazias-te valente contra aquela figura bestial ao lado da tua Pomba.
Ainda bem que te comoves e não te envergonhas desse brilho nos olhos que quase invejo quando te lembras pastor.
Um beijo.
P.S.: Obrigado pelo link Ana.
Quanto medem duas léguas...
Ora, ora... Um prometedor e útil portal para quem quer ter o primeiro contacto com a Beira Baixa. Se bem percebo, desenvolvido pela ADRACES - ASSOCIAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA RAIA CENTRO-SUL. Ainda há muito em construção mas já é possível encontrar referências históricas, demográficas e sociais para as freguesias dos concelhos raianos de Castelo Branco, Idanha a Nova, Vila Velha de Rodão e Penamacor. Não faltam as referências de equipamentos hoteleiros, restaurantes e locais turísticos de interesse. Tudo muito sintetizado, bonito e limpinho. O Adufe tem de acarinhar...
Tomo a liberdade de reproduzir aqui três pequenos textos da parte mais literária do Bis- Net, a saber: alguns dos Contos, Lendas e Tradições que surgem nas páginas dedicadas às aldeias (seleciono apenas aldeias de Penamacor). Já agora, não se esqueçam de visitar, serão todos benquistos concerteza.
Aldeia do Bispo
O Frade e a Freira
Em tempos muito remotos havia dois conventos, destinando-se um a homens o outro a mulheres. A distância que separava as duas casas de recolhimento não era pequena. Contudo, o regulamento dos dois claustros proibia a entrada dos frades nos conventos das freiras e a destas no daqueles. Passaram anos, que perfizeram séculos, não havendo nada que fosse contra esta disposição monástica. Um dia, porém, em falso monge, qual outro lobo vestido com a pele de cordeiro, entrou no mosteiro das freiras e seduz uma pobre religiosa. Ambos fogem das casas que os haviam acolhido hospitaleira e religiosamente. Em breve, ao toque das matinas, se notou nos mosteiros a falta dos religiosos. Procuraram-nos por montes e vales, por desertos e povoados e em vão foram feitas estas buscas. Como deviam aparecer, se eles tinham fugido num cavalo que andava tanto como o vento? Os superiores de ambos os mosteiros viveram horas amargas pela fuga dos monges. Um dia, porém, viram, com grande surpresa, em elegante cavalo que caminhava dum convento para o outro, parecendo querer oferecer os seus serviços àquelas casas de penitência. Os videntes não se enganaram. Este cavalo, que misteriosamente lhes apareceu tinha a qualidade de andar tanto como o pensamento. Então um frade dos mais destemidos, depois de arraçoar o animal, toma lugar na cela, e numa correria fantástica, o animal levou-o, num abrir e fechar de olhos, ao local longínquo, onde os fugitivos se encontravam. Como castigo, estes dois maus religiosos são levados para o cabeço da portela, a oriente da Aldeia do Bispo, junto às minas do Pinheiro e, ali, como a mulher de Lot transformada em estátua de sal, são convertidos em estátua de duro granito. Lá se encontram ainda hoje, expiando o castigo da sua culpa, aos olhos de todos quantos ali passam. O cabeço onde o castigo se operou, tem o nome de Cabeço do Frade e da Freira.
Bemposta
Senhora da Silva
Segundo a tradição, a imagem da Senhora da Silva, orago da freguesia e, que ainda hoje se venera, apareceu, em tempos idos, no tronco ocado de uma oliveira, rodeada de silvas que dava pequenas rosas brancas, como a neve pura nas altas montanhas. Estas flores são conhecidas por rosas bravas. Ainda se podem ver no lugar da aparição restos do arbusto. Ao aparecimento da imagem é-lhe dada a seguinte interpretação: em tempos muito remotos de guerras e perturbações sucedeu, várias vezes, os habitantes das povoações abandonarem as suas terras e, portanto, as suas casas. Acontecia, como em todos os povos da antiguidade, durante estas lutas, que os habitantes escondiam, enterrando-os por vezes, os seus haveres, para que não lhe fossem destruídos ou roubados. Ora a Imagem de Nossa Senhora, que é de roca e vestida, como diz o povo, apesar de nada ter de artístico, foi contudo sempre venerada como padroeira do povo de Bemposta. Os habitantes tiveram, em ocasiões de luta, de abandonarem os seus lares. Para que a Imagem da sua padroeira não fosse profanada pelos povos invasores, esconderam-na enterrando-a. Estes povos não mais voltaram e a imagem permaneceu no esconderijo. Nele nasceu um silvado que, na Primavera, floresce de rosas brancas, como brancas são as virtudes. Num dia porém, o dono da propriedade lembrou-se, certamente por necessidade de cultura, de cortar o silvado e arrotear o terreno. Qual não foi a surpresa do agricultor ao encontrar a imagem de Nossa Senhora que, desde esse dia, foi levada para a Igreja Matriz, tomando o nome de Senhora da Silva em homenagem ao arbusto deste nome, nascido no local.
Benquerença
O Cruzeiro
Conta-se que, em tempos idos, todas as freguesias que ficassem a menos de duas léguas da sede de concelho, no dia do Corpo de Deus, eram obrigadas a fazerem-se representar na procissão que ali se realizava. Como o caminho era difícil e penoso, um ano a Benquerença faltou e foi processada. O tribunal mandou medir a distância e como a freguesia ainda não chegava onde hoje chega, foi absolvida porque as duas léguas foram marcada fora do perímetro da freguesia. Esta, em sinal de alegria e por se ver desobrigada daquele compromisso, construiu no local um cruzeiro assinalando-o. A data deve ter sido 1774, pois é a que está marcada na pedra que servia de base ao cruzeiro primitivo e que houve o cuidado de conservar na base actual.
Todas as imagem foram retiradas daqui.
Ora, ora... Um prometedor e útil portal para quem quer ter o primeiro contacto com a Beira Baixa. Se bem percebo, desenvolvido pela ADRACES - ASSOCIAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA RAIA CENTRO-SUL. Ainda há muito em construção mas já é possível encontrar referências históricas, demográficas e sociais para as freguesias dos concelhos raianos de Castelo Branco, Idanha a Nova, Vila Velha de Rodão e Penamacor. Não faltam as referências de equipamentos hoteleiros, restaurantes e locais turísticos de interesse. Tudo muito sintetizado, bonito e limpinho. O Adufe tem de acarinhar...
Tomo a liberdade de reproduzir aqui três pequenos textos da parte mais literária do Bis- Net, a saber: alguns dos Contos, Lendas e Tradições que surgem nas páginas dedicadas às aldeias (seleciono apenas aldeias de Penamacor). Já agora, não se esqueçam de visitar, serão todos benquistos concerteza.
Aldeia do Bispo
O Frade e a Freira
Em tempos muito remotos havia dois conventos, destinando-se um a homens o outro a mulheres. A distância que separava as duas casas de recolhimento não era pequena. Contudo, o regulamento dos dois claustros proibia a entrada dos frades nos conventos das freiras e a destas no daqueles. Passaram anos, que perfizeram séculos, não havendo nada que fosse contra esta disposição monástica. Um dia, porém, em falso monge, qual outro lobo vestido com a pele de cordeiro, entrou no mosteiro das freiras e seduz uma pobre religiosa. Ambos fogem das casas que os haviam acolhido hospitaleira e religiosamente. Em breve, ao toque das matinas, se notou nos mosteiros a falta dos religiosos. Procuraram-nos por montes e vales, por desertos e povoados e em vão foram feitas estas buscas. Como deviam aparecer, se eles tinham fugido num cavalo que andava tanto como o vento? Os superiores de ambos os mosteiros viveram horas amargas pela fuga dos monges. Um dia, porém, viram, com grande surpresa, em elegante cavalo que caminhava dum convento para o outro, parecendo querer oferecer os seus serviços àquelas casas de penitência. Os videntes não se enganaram. Este cavalo, que misteriosamente lhes apareceu tinha a qualidade de andar tanto como o pensamento. Então um frade dos mais destemidos, depois de arraçoar o animal, toma lugar na cela, e numa correria fantástica, o animal levou-o, num abrir e fechar de olhos, ao local longínquo, onde os fugitivos se encontravam. Como castigo, estes dois maus religiosos são levados para o cabeço da portela, a oriente da Aldeia do Bispo, junto às minas do Pinheiro e, ali, como a mulher de Lot transformada em estátua de sal, são convertidos em estátua de duro granito. Lá se encontram ainda hoje, expiando o castigo da sua culpa, aos olhos de todos quantos ali passam. O cabeço onde o castigo se operou, tem o nome de Cabeço do Frade e da Freira.
Bemposta
Senhora da Silva
Segundo a tradição, a imagem da Senhora da Silva, orago da freguesia e, que ainda hoje se venera, apareceu, em tempos idos, no tronco ocado de uma oliveira, rodeada de silvas que dava pequenas rosas brancas, como a neve pura nas altas montanhas. Estas flores são conhecidas por rosas bravas. Ainda se podem ver no lugar da aparição restos do arbusto. Ao aparecimento da imagem é-lhe dada a seguinte interpretação: em tempos muito remotos de guerras e perturbações sucedeu, várias vezes, os habitantes das povoações abandonarem as suas terras e, portanto, as suas casas. Acontecia, como em todos os povos da antiguidade, durante estas lutas, que os habitantes escondiam, enterrando-os por vezes, os seus haveres, para que não lhe fossem destruídos ou roubados. Ora a Imagem de Nossa Senhora, que é de roca e vestida, como diz o povo, apesar de nada ter de artístico, foi contudo sempre venerada como padroeira do povo de Bemposta. Os habitantes tiveram, em ocasiões de luta, de abandonarem os seus lares. Para que a Imagem da sua padroeira não fosse profanada pelos povos invasores, esconderam-na enterrando-a. Estes povos não mais voltaram e a imagem permaneceu no esconderijo. Nele nasceu um silvado que, na Primavera, floresce de rosas brancas, como brancas são as virtudes. Num dia porém, o dono da propriedade lembrou-se, certamente por necessidade de cultura, de cortar o silvado e arrotear o terreno. Qual não foi a surpresa do agricultor ao encontrar a imagem de Nossa Senhora que, desde esse dia, foi levada para a Igreja Matriz, tomando o nome de Senhora da Silva em homenagem ao arbusto deste nome, nascido no local.
Benquerença
O Cruzeiro
Conta-se que, em tempos idos, todas as freguesias que ficassem a menos de duas léguas da sede de concelho, no dia do Corpo de Deus, eram obrigadas a fazerem-se representar na procissão que ali se realizava. Como o caminho era difícil e penoso, um ano a Benquerença faltou e foi processada. O tribunal mandou medir a distância e como a freguesia ainda não chegava onde hoje chega, foi absolvida porque as duas léguas foram marcada fora do perímetro da freguesia. Esta, em sinal de alegria e por se ver desobrigada daquele compromisso, construiu no local um cruzeiro assinalando-o. A data deve ter sido 1774, pois é a que está marcada na pedra que servia de base ao cruzeiro primitivo e que houve o cuidado de conservar na base actual.
Todas as imagem foram retiradas daqui.
quarta-feira, agosto 06, 2003
E o debate abuso/liberdade de imprensa esta reatado na blogoesfera! (act)
A seguir atentamente. Por exemplo, do pouco que pude ler, destaco o que se escreve aqui .
"Podemos permitir-nos que um jornal de merda elimine um bom político com base em falsidades? Podemos permitir-nos que um bom político não possa nunca lutar com as mesmas armas (mesmo tratando-se de um político) contra uma televisão ou um jornal? Podemos permitir-nos que um qualquer cidadão não possa nunca limpar o seu nome quanto este seja indevidamente enlameado por um qualquer pasquim? E que nunca possa ter hipótese de qualquer ressarcimento pelos danos sofridos? E será que a lei, caso a justiça funcionasse, não constituiria uma baliza ou coordenada válida para a liberdade de imprensa? E não seria essencial?"
E aqui:
As palavras de JPP: As palavras do Abrupto bastam-se a si próprias. Mas é também da revolta e da tristeza que vem a energia. A energia para saber onde estão as diferenças que contam, nomeadamente para ter orgulho na actividade política - "talvez o aspecto mais penoso da actividade política seja este, ser misturado com quem deve e teme, ouvir o ruído invisível do 'também ele'. Provoca revolta e tristeza, grande revolta e tristeza, porque este tipo de acusações não tem emenda possível, alguma coisa sempre fica. Mas não é, não é 'também ele'."
É extremamente difícil regular a coisa... Mas a maior defesa de todas está na idoneidade ou não de quem escreve notícias e na capacidade crítica de quem as lê. E é muito frequente nesta discussão esquecermo-nos disso. Essa será sempre a maior de todas as garantias, acima de qualquer lei. A educação das massas funcionaria como a mão invisível tão do agrado de JPP. Mas quem educa as massas pergunta o diabinho que trago aqui empoleirado ao ombro. "Os media não!" responde o Emídio Rangel ex-director da SIC... Nem nisto parecemos estar de acordo.
Com este estado da arte a manter-se como se manteve, chegámos próximo de um "estado de calamidade" onde o tabloidismo de guerrilha, sem olhar a caras e corações - ao jeito britânico - começa a dar os primeiros passos em terras lusas.
Como seria fácil se todos concordássemos na composição química dos excrementos humanos.
Próximos inquéritos:
Quantos vezes por ano costuma comprar o 24 horas?
Quantos vezes por ano costuma ver o Jornal Nacional da TVI?
A seguir atentamente. Por exemplo, do pouco que pude ler, destaco o que se escreve aqui .
"Podemos permitir-nos que um jornal de merda elimine um bom político com base em falsidades? Podemos permitir-nos que um bom político não possa nunca lutar com as mesmas armas (mesmo tratando-se de um político) contra uma televisão ou um jornal? Podemos permitir-nos que um qualquer cidadão não possa nunca limpar o seu nome quanto este seja indevidamente enlameado por um qualquer pasquim? E que nunca possa ter hipótese de qualquer ressarcimento pelos danos sofridos? E será que a lei, caso a justiça funcionasse, não constituiria uma baliza ou coordenada válida para a liberdade de imprensa? E não seria essencial?"
E aqui:
As palavras de JPP: As palavras do Abrupto bastam-se a si próprias. Mas é também da revolta e da tristeza que vem a energia. A energia para saber onde estão as diferenças que contam, nomeadamente para ter orgulho na actividade política - "talvez o aspecto mais penoso da actividade política seja este, ser misturado com quem deve e teme, ouvir o ruído invisível do 'também ele'. Provoca revolta e tristeza, grande revolta e tristeza, porque este tipo de acusações não tem emenda possível, alguma coisa sempre fica. Mas não é, não é 'também ele'."
É extremamente difícil regular a coisa... Mas a maior defesa de todas está na idoneidade ou não de quem escreve notícias e na capacidade crítica de quem as lê. E é muito frequente nesta discussão esquecermo-nos disso. Essa será sempre a maior de todas as garantias, acima de qualquer lei. A educação das massas funcionaria como a mão invisível tão do agrado de JPP. Mas quem educa as massas pergunta o diabinho que trago aqui empoleirado ao ombro. "Os media não!" responde o Emídio Rangel ex-director da SIC... Nem nisto parecemos estar de acordo.
Com este estado da arte a manter-se como se manteve, chegámos próximo de um "estado de calamidade" onde o tabloidismo de guerrilha, sem olhar a caras e corações - ao jeito britânico - começa a dar os primeiros passos em terras lusas.
Como seria fácil se todos concordássemos na composição química dos excrementos humanos.
Próximos inquéritos:
Quantos vezes por ano costuma comprar o 24 horas?
Quantos vezes por ano costuma ver o Jornal Nacional da TVI?
Tem piada...
Já por diversas vezes me interroguei como se processa o aparecimento de figuras nos media. Não tanto em relação ao "Quem convidou o Nuno Rogeiro para o Telejornal?" mas mais pelo "É pago para ir lá?".
Maior curiosidade do que o caso dos comentadores-especialistas – onde me parece natural e evidente que devem ser pagos - despertam-me os políticos. Quão longe estamos da tradição norte-americana? Por favor, não esperem juízos de valor nas linhas que se seguem, pelo menos neste post, apenas uma genuína curiosidade em saber, por exemplo, se os ilustre deputados Guilherme Silva e Vicente Jorge Silva são pagos pela SIC Notícias quando se apresentam para um debate político. Era interessante o espectador perceber quem está a ouvir. É uma nuance interessante… E como se enquadra esta actividade na Economia formal?
Ainda que sob pretexto exclusivo do relacionamento com a economia formal, estas dúvidas foram agora acicatadas pelas acusações de más contas que o 24 Horas fez ao ilustre JPP e pelas prontas respostas e dúvidas do visado no ABRUPTO.
Não me admirava que JPP viesse a reconhecer-se como vítima da ignorância pessoal e da incompetência da Sociedade Portuguesa de Autores, uma organização sob escrutínio público e judicial lembre-se... Como ele, também eu estou curioso por saber, sem sombra de dúvida, como deveria eu colectar-me naqueles casos. Imaginem que um de nós – bloggers - era convidado pela TSF para irmos em auxílio do CVM na qualidade de comentarista especialista em assuntos da blogoesfera…
Já por diversas vezes me interroguei como se processa o aparecimento de figuras nos media. Não tanto em relação ao "Quem convidou o Nuno Rogeiro para o Telejornal?" mas mais pelo "É pago para ir lá?".
Maior curiosidade do que o caso dos comentadores-especialistas – onde me parece natural e evidente que devem ser pagos - despertam-me os políticos. Quão longe estamos da tradição norte-americana? Por favor, não esperem juízos de valor nas linhas que se seguem, pelo menos neste post, apenas uma genuína curiosidade em saber, por exemplo, se os ilustre deputados Guilherme Silva e Vicente Jorge Silva são pagos pela SIC Notícias quando se apresentam para um debate político. Era interessante o espectador perceber quem está a ouvir. É uma nuance interessante… E como se enquadra esta actividade na Economia formal?
Ainda que sob pretexto exclusivo do relacionamento com a economia formal, estas dúvidas foram agora acicatadas pelas acusações de más contas que o 24 Horas fez ao ilustre JPP e pelas prontas respostas e dúvidas do visado no ABRUPTO.
Não me admirava que JPP viesse a reconhecer-se como vítima da ignorância pessoal e da incompetência da Sociedade Portuguesa de Autores, uma organização sob escrutínio público e judicial lembre-se... Como ele, também eu estou curioso por saber, sem sombra de dúvida, como deveria eu colectar-me naqueles casos. Imaginem que um de nós – bloggers - era convidado pela TSF para irmos em auxílio do CVM na qualidade de comentarista especialista em assuntos da blogoesfera…
terça-feira, agosto 05, 2003
Mais dois para a lista da esquerda...
...com exercício de Metabloguismo.
Mata-Mouros: «Se o Governo tivesse desencadeado o "Plano Nacional de Emergência", como pretendiam bombeiros, autarcas e alguma oposição, o Governador Civil de Santarém poderia ter "requisitado civilmente" as máquinas e equipamento das empresas, em vez de ter de pedir o seu "empréstimo"».
O Pais Relativo: «a questão basca, hoje em dia, não reside nas proclamações folclóricas da auto-determinação ou na afirmação de uma identidade nacional baseada em mistificações históricas. A questão basca é antes a opressão quotidiana das liberdades em aldeias remotas e esquecidas do País Basco e o manto diáfano de silêncios imposto pelo “nacionalismo obrigatório”. Ou como perguntava ontem um dos participantes na última homília do pároco Larrinaga: “Quiero saber por qué no nos permiten ser nosotros mismos, únicos, extraños a ese espeso rebaño de uniforme pelaje”. PM»
...com exercício de Metabloguismo.
Mata-Mouros: «Se o Governo tivesse desencadeado o "Plano Nacional de Emergência", como pretendiam bombeiros, autarcas e alguma oposição, o Governador Civil de Santarém poderia ter "requisitado civilmente" as máquinas e equipamento das empresas, em vez de ter de pedir o seu "empréstimo"».
O Pais Relativo: «a questão basca, hoje em dia, não reside nas proclamações folclóricas da auto-determinação ou na afirmação de uma identidade nacional baseada em mistificações históricas. A questão basca é antes a opressão quotidiana das liberdades em aldeias remotas e esquecidas do País Basco e o manto diáfano de silêncios imposto pelo “nacionalismo obrigatório”. Ou como perguntava ontem um dos participantes na última homília do pároco Larrinaga: “Quiero saber por qué no nos permiten ser nosotros mismos, únicos, extraños a ese espeso rebaño de uniforme pelaje”. PM»
Mais uma adufada...
To David and Patricia Solomons
For their wit and kind friendship.
Portrait of the most acclaimed Portuguese in the world of the XVIII century (Penamacor 1699 - 1783 Paris)
He fled from the inquisition. First stop London! Where he felt free to assume his religion. He then travelled all around Europe. Our stupidity was the world's grandeur.
"Meus avós e pais foram penitenciados
logo eu não gozo ainda totalmente
da restituição do estado antigo de meus pais"
Ribeiro Sanches - Séc. XVIII
To David and Patricia Solomons
For their wit and kind friendship.
Portrait of the most acclaimed Portuguese in the world of the XVIII century (Penamacor 1699 - 1783 Paris)
He fled from the inquisition. First stop London! Where he felt free to assume his religion. He then travelled all around Europe. Our stupidity was the world's grandeur.
"Meus avós e pais foram penitenciados
logo eu não gozo ainda totalmente
da restituição do estado antigo de meus pais"
Ribeiro Sanches - Séc. XVIII
O suposto "holocausto".
[os textos revisionistas publicados no Público] «iam para além do que o bom senso e o bom gosto recomendavam». Esperemos que faça escola, nesta terrinha, o editorial do Público de hoje... Não me lembro de um acto de contrição tão abertamente assumido. Parabéns.
De qualquer forma, sem pôr em causa a substância e a correcção da medida, incomodo-me sempre com a tibieza argumentativa do bom senso e do bom gosto. Não encontraram nada de mais substantivo?
Queiram espreitar.
[os textos revisionistas publicados no Público] «iam para além do que o bom senso e o bom gosto recomendavam». Esperemos que faça escola, nesta terrinha, o editorial do Público de hoje... Não me lembro de um acto de contrição tão abertamente assumido. Parabéns.
De qualquer forma, sem pôr em causa a substância e a correcção da medida, incomodo-me sempre com a tibieza argumentativa do bom senso e do bom gosto. Não encontraram nada de mais substantivo?
Queiram espreitar.
Mercado de futuros sobre ataques terroristas
Pasmem-se com esta…Só hoje me deram nota, já é de 29 de Julho mas aqui fica. Eu nem sei que dizer…Talvez um «Espero que nunca cheguemos a este nível de “desenvolvimento”»:
WASHINGTON - The Pentagon (news - web sites) is setting up a stock-market style system in which investors would bet on terror attacks, assassinations and other events in the Middle East. Defense officials hope to gain intelligence and useful predictions while investors who guessed right would win profits.
Entretanto, já houve discussão e desenvolvimentos (aqui).
Devido às pressões dos Democratas a coisa não chegou a nascer. Por agora?
Pasmem-se com esta…Só hoje me deram nota, já é de 29 de Julho mas aqui fica. Eu nem sei que dizer…Talvez um «Espero que nunca cheguemos a este nível de “desenvolvimento”»:
WASHINGTON - The Pentagon (news - web sites) is setting up a stock-market style system in which investors would bet on terror attacks, assassinations and other events in the Middle East. Defense officials hope to gain intelligence and useful predictions while investors who guessed right would win profits.
Entretanto, já houve discussão e desenvolvimentos (aqui).
Devido às pressões dos Democratas a coisa não chegou a nascer. Por agora?
How is the weather in the UK?
Corrige-se uma injustiça de mim para comigo: ando a ler O Carimbo e ainda não o pus na lista da esquerda. Done!
Corrige-se uma injustiça de mim para comigo: ando a ler O Carimbo e ainda não o pus na lista da esquerda. Done!
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