terça-feira, setembro 21, 2004

Ora deixai-me cá dar aqui uma pequena varridela que já regresso à "nova" casa.
Um ano depois.

domingo, março 28, 2004

Olá!!!!

sexta-feira, outubro 10, 2003

Beam me up Scotty!

Hoje, 10 de Outubro de 2003, terminei de exportar este Adufe.blogger para o novo Adufe.pt.
Passem por lá, actualizem os links caso os tenham e vejam interesse nisso.
Se não quiserem actualizar e utilizar este Adufe como trampolim também é um conceito interessante: ginástica no hiper-espaço!
Bem hajam.

terça-feira, setembro 23, 2003

ADUFE.PT

Amigos:

Salvo motivo de força maior (cataclismo no weblog.com.pt) este blog que agora vêem vai deixar de ser actualizado.
Mudei de casa (ainda faltam umas bugigangas). Fica aqui contudo o álbum de fotografias, cartas e emoções. O meu primeiro blog... minto, segundo. O primeiro é esse outro meio secreto que se chama Portal - País Abreviado.
Em suma, não fechei para obras, estou simplesmente numa casa que espero mais airosa. Ainda há-de levar umas quantas demãos de tinta, umas afinações. Mas se o construtor fôr de confiança, como este do blogger não é, espero por lá ficar à vossa espera. E o lá é este: http://adufe.weblog.com.pt.
Até já.
Bem hajam.

P.S.: durante mais uns dias vou fazer actualizações fictícias neste endereço para chamar leitores irregulares a este post e avisá-los assim da mudança.
P.P.S.: Ainda um agradecimento especial ao Psicótico: o Adufe.pt já surge na listagem dos Fresco. Já reparam em como estão bonitos os frescos?
Reflexo de Adufe.pt
Sociedade Ponto Verde / Reciclagem

Tenho em carteira dois contributos sobre o tema do título. É umatema a que recorrentemente tenho dado destaque no Adufe. Assim que puder fazer uma resenha da discussão passada (e espaçada) apresentarei essas contribuições que recebi por mail. Parece-me que a nova casa me trouxe também novas visitas, leitores diferentes, pelo que para retomar o tema prefiro repetir um pouco a história. Em breve...
Reflexo de Adufe.pt
Terras do Nunca (act.)

Já me ri a valer com uma entrada do Terras do Nunca onde se diz que "O Adufe inventou a estereofonia na blogosfera.". Diz que vai aguardar pelo relato da minha experiência de migração para o domínio .pt via weblog. Mas parece que independentemente do relato que eu venha a fazer o BLOGGER fez das suas vitimando o Terras do Nunca. A última vez que lá foi a interpretação de caracteres finou-se e li por lá o que se segue nas condições que reproduzo:
"Adufe estéreo
O Adufe inventou a estereofonia na blogosfera. Ouve-se aqui e aqui.
Há umas semanas que andava a pensar no mesmo, maioritariamente por questões estéticas - os blogues da Weblog são bem mais bonitos.
Agora, preguiçosamente, vou esperar que o Adufe conte. Como foi? É muito difícil? Há vantagens técnicas?
Piada lateral só para irritar os do costume: e se, num gesto de anti-americanismo primário, abandonássemos todos (enfim, os do costume, topam?) o Blogger?
Segunda piada para irritar os mesmos: 28 anos depois, regressam as nacionalizações. Abaixo o capitalismo internacional, o imperalismo, o Blogspot e quem o apoiar."


Weblog.com.pt é agora ou nunca!
P.S.: Já está tudo bem em terras de Peter Pan. Obrigado pela referência :)
Reflexo de Adufe.pt
Faço minhas as suas palavras III

O Padre António Vieira disse uma vez que a Inquisição era uma fábrica de judeus. Hoje, se lhe quisermos seguir o exemplo e fazer algo de decente por nós e pelo próximo, a primeira coisa que temos de compreender é que o SEF, tal como está, é uma fábrica de ilegais. in Barnabé
Reflexo de Adufe.pt
Os Tops

Reparei agora que ante-ontem (dia 21) este Adufe.pt foi o 15º blog mais visitados entre os que estão alojados no weblog.com.pt. De falta de ouvintes que vêm à prova não me posso queixar. Espero que voltem daqui a mais uns dias quando tiver a casa arrumadinha e poder oferecer um cházinho com torradas em condições. :)))
Bem hajam.

segunda-feira, setembro 22, 2003

Espelho de Adufe.pt
Andava eu aqui nas limpezas...

...link para aqui, link para ali, a montar "prateleiras" quando me lembrei: já há 15 dias que não há notícias do mestre de Aviz. E não há maneira de se vislumbrar um nevoeirozinho sequer :)
Espelho de Adufe.pt
Blogo, ergo...

Como informa o Leonel, na América (EUA) já houve quem se chegasse à frente apresentando-se em campanha eleitoral na blogo-esfera.
Então e por cá? JPP à parte, quem acham que vai ser o primeiro político a atrever-se a expôr diariamente - ou quase - o seu pensamento "em blogue"?
Sujeitar-se-á ao contraditório? Provavelmente será da oposição esse novo navegante, mas quem? E de que forma? É só uma questão de tempo...
Espelho de Adufe.pt
Mais um...
...agradecimento ao Ter Voz por ter actualizado prontamente o link.

domingo, setembro 21, 2003

Espelho de Adufe.pt
A Espuma dos Dias

Estou em vias de vir aqui descarregar mais um camião com post que editei no Blogger de 2 de Julho até hoje. Deixo aqui só uma palavra de gratidão aos que estão a oferecer o seu apoio e conhecimentos para facilitar ou acelerar esta mudança (espreitem as caixas de comentários dos últimos post) e também à Sarah da Espuma dos Dias que, se não me engano, foi a primeira a dar outro tipo de apoio, precioso, que é de começar a passar a palavra com um link no seu blog para este novo endereço.
Obrigado. E agora maos à obra!
Amigos...

Estou cada vez mais farto do Blogger.
Nos próximos tempos poderão aceder ao ADUFE neste endereço e também neste ADUFE.PT. Se se provar, como me têm dito, que o editor é mais estável, assim como todo o serviço, é provável que venha a abandonar o Blogger. Mas esse diagnóstico será feito mais adiante. De qualquer forma para quem quiser tomar nota já aqui deixei o novo endereço - a página no weblog está ainda em construção.

sábado, setembro 20, 2003

New kid on the block



Promete este Mundo de Cláudia.
"The power of accurate observation is commonly called cynicism by those who have not got it. - George Bernard Shaw"

Aos poucos, amigos de fora aparecem nesta outra esfera. Ainda bem ;)
Editei um post sobre a Íntima Fracção aqui.
No ar!

I


“...finalmente música na antena, vejam se se lembram destas...
«Is this the real life, / is this just fantasy / Caught in a land-slide / No escapes from reality.»” * O som foi sem dúvida o que primeiro me atraiu para a rádio. Podia ter sido a cor do aparelho que estava lá no alto, no cimo da mesa da cozinha, podiam ter sido os inúmeros botões e manipulos que mal adivinhava, mas não, no início foi apenas o som. Era totalmente diferente dos que conhecia. Entretanto, vieram os livros de B.D., a escola, a brincadeira e a correria, os deliciosos anúncios na televisão e os desenhos animados... Durante algum tempo, a rádio permaneceu, apenas, vagamente presente. Fui crescendo e os botões do aparelho de rádio começaram a ser mais atraentes. Girar a rodinha de sintonização era extremamente divertido; adorava engasgar as vozes que ouvia e deturpar a música que tocavam com o ruído do espaço vazio da FM.

II

«I can’t seem to face up to the facts / I’m tense and nervous and I can’t relax / I can’t sleep ‘couse my bed’s on fire / don’t touch me I’m a real life wire!» *
Com o tempo, fui tendo cada vez mais liberdade para escolher e ditar qual a rádio a ouvir. Existindo apenas um rádio com FM em casa, tive que vencer as naturais resistências dos meus pais que, com as suas preferências já definidas, não viam qualquer sentido em errar pelas ondas. Ainda assim, consegui descobrir diferentes sons musicais, comecei a descobrir toda a informação que se fazia e, fundamentalmente, descobri maneiras totalmente diferentes de fazer rádio. Infelizmente, também não demorei muito tempo a descobrir que eram apenas quatro ou cinco as emissões nacionais. Então, comecei a reexplorar todos os botões do rádio e a conhecer novos “mares”. Acreditam que o que mais ouvi nessas frequências desconhecidas foi a conversa de pescadores portugueses e espanhois?! Nada de BBC, nem de Deutsch Wella, nem de Radio Luxembourg como prometiam as letras coloridas do mapa de sintonias, apenas um linguajar estranhíssimo entre comandantes de traineiras e emissões em código dignas dos ritmos “Dance Music”.

III

«Lembras-me uma marcha de Lisboa / num desfile singular / quem disse que há hora
e momento para se (...)»*

...Informar. No final da década de oitenta surgiram as “rádios piratas” e entre elas aquela que incontestavelmente deixaria a primeira grande marca de mudança no panorama rádiofónico nacional. Falo de uma emissora sediada em Lisboa que, como tantas outras, atravessou tormentas e tempestades e enfrentou batalhas quase ignoradas tendo conseguido, como poucas, chegar até hoje, com a essência do que lhe deu fascínio, ainda intacta : a TSF Rádio Jornal.
Os Dias da Rádio haviam regressado a Portugal, não só devido ao grande abanão dado pela TSF-RJ, nem à sã maluqueira dos brasileiros da Rádio Cidade, mas, fundamentalmente, devido às centenas de emissoras que surgiram como cogumelos um pouco por todo o país. Aliando a este factor o fenómeno paralelo da redescoberta da rádio pelo próprio ouvinte, esta viu relançado o seu papel na sociedade portuguesa, recuperando um lugar que fora perdendo, progressivamente, desde o aparecimento da televisão. Para o ouvinte, era espantoso ver aparecer um novo “pirata”, quase todos os dias, com as ideias mais incríveis, mostrando um enorme gozo no que estava a fazer.
Os meses foram passando e os atropelos de frequências sucederam-se mas, ainda antes do grande silêncio do natal de 88 - altura em que as emissões “piratas” foram proibidas- houve tempo para se ir compreendendo até que ponto pululavam trabalhos interessante, diferentes e desde logo notados como indispensáveis à rádio portuguesa.

IV

“...and if I die before I wake pray the lord my soul to take.” *
Certo dia de manhã, estava um rapazinho ainda deitado, gozando as férias e o finzinho dos seus 12 anos, quando ligou o recém adquirido radio a pilhas e viu mais do que a luz vermelha do aparelho, “viu” Lisboa a arder. Pulou da cama e correu para a cozinha ligando o, já velho, transistor “tamanho família”. E foi então que aconteceu uma coisa fantástica, pelo menos para uma criança de doze anos. Não haviam passado cinco minutos de empolgante e aterrador directo feito da zona do Chiado e o rádio começara literalmente a arder, sempre sem se calar. Imaginem o que passou pela cabeça deste inocente ouvinte! Só consta que tenha dito: “Fixe!”.

“If it be your will that I speak no more, and my voice be still as it was before; I will speak no more, I shall abide until I am spoken for, if it be your will.” *
A “pirataria” acabou e quando a lei foi escandalosamente reposta - quem estava atento então sabe ao que me refiro - os novos dias da rádio em Portugal estavam institucionalizados. Não mais deixei de ouvir a surpreendente TSF - que nem só de sínteses noticiosas se faz esta rádio, não senhor -, mas também nunca abandonei a minha alma de navegador errante. Actualmente colecciono pérolas na lutadora XFM [texto de 1995] e em qualquer outra emissora que me prenda nos breves segundos em que lhe faça abordagem no percurso dos 87.5 aos 108 Mhz.

V

“ I’d sit along and watch your light / my only friend through teenage night / and everything I had to know / I heard it all in my radio.” * Aí por volta dos 16 anos passei a fazer algo que conscientemente sempre recusara fazer: conhecer o mundo da música. Sempre ouvira música e ia já muito longe o primeiro arrepio na espinha que ela me provocara, posso até dizer que era mesmo um amante de música, mas totalmente desinteressado, mesmo da mais corriqueira intriga acerca desta ou daquela estrela pop. O que eu sei é que, desde então, tenho tido um gozo danado em redescobrir - porque muitas das vezes é disso que se trata - os grupos, cantores e músicos que encheram o ”eter” nos últimos vinte anos. Não raras vezes, tenho tido a surpresa espantosa de descobrir que, ainda que inconscientemente, tinha grupos e interpretes favoritos.
Mas nem só o aparelho auditivo “explodiu” com 16 anos, também a cabecinha começou a girar mais depressa. Interrogar, reflectir e explorar a informação que ia ouvindo pela rádio tornou-se um passatempo estimulante. Bem mais estimulante do que ler um livro, pensava eu - hoje evito a comparação.
A comparação que faço é entre a rádio de hoje e a que ouvia à 7, 8 anos. Na minha opinião, apesar dos muitos projectos já abortados, o balanço final, ou seja, o que é feito pelo ouvinte, só pode ser positivo. Neste momento, temos excelentes rádios generalistas, temos excelentes rádios especializadas, no fim de contas, temos emissões para todos os gostos. [1995] E digo isto, porque de entre os três grandes meios de comunicação social que me ocorrem - televisão, rádio e imprensa - este é, sem dúvida, o que, no seu processo de desenvolvimento, melhor preencheu todo o conjunto de eventuais «nichos de mercado» ao seu dispor. Em suma, foi o que melhor os detectou e foi o que demostrou melhor capacidade em os completar. Há, no entanto, uma grande nuvem negra que ameaça este cenário. Paradoxalmente, a indústria radiofónica esqueceu-se, até muito tarde, de algo que não escapou à preocupação dos outros dois meios de comunicação: a publicidade. Houve graves erros de gestão comercial em inúmeras rádios e, principalmente ao nível da publicidade radiofónica, chegou-se até a acreditar num esgotamento criativo que não estimulou nada o investimento dos anunciantes. Nesta altura e falando apenas como simples ouvinte, começo a ficar surpreendido com o humor e originalidade de alguns anúncios que surgem [1995]. Talvez o humor de qualidade não esteja longe de nós e uma escola de publicidade humorística radiofónica surja em Portugal - facto, em si, nada inédito na história da rádio mundial.

VI

No meu papel que é o de receptor, ouço rádio com um espírito profundamente crítico, tentando não perder de vista a capacidade de ser arrebatado pelo que recebo. E nesses momentos especiais lembro-me da magia particular de uma visão ingénua da rádio:

No ar!
Imagino um barco que navega suspenso sobre as ondas,
sempre no ar, sem as tocar...
Imagino-o a passar pela minha praia, cheio de gente!
Ainda não tenho histórias para contar...
Que se esconde por detrás daquelas vozes? Como é aquele olhar?

A rádio continua a gerar paixões e, se não acreditam, resigno-me a espicaçar o comum ouvinte que me lê a que descubra as pérolas no mar da rádio, porque as há, ainda que por vezes no mais insuspeito dos atóis. Descubram, inquietem-se, sobressaltem-se. Nunca somos demais.

* As frases em itálico são excertos de poemas de (por ordem de aparição):
Queen, “Bohemian Rapsody”; Talking Heads, “Psico Killer”; Trovante, “Memórias de um beijo” ; Leonard Cohen, “If it be your will”; Metallica, “Enter Sandman” - excerto da Oração da Noite praticada pela generalidade dos cristãos; Queen, “Radio GAGA”

Linha de Sintra, ao som da rádio, 11 de Setembro de 1995 (proto-blogue portanto)
*************************

Uma memória.
E depois surgiram os blogues...
Na altura em que escrevi este texto ouvia diariamente a Íntima Fracção, hoje recuperei essa paixão. Afastei-me sabendo sempre que no meio da noite estava lá um cantinho acolhedor, pleno de capacidade para provocar deslumbramento, apenas pelo som. Um cantinho de grandes janelas onde entrava, nesse entretanto, quase sempre de surpresa, quase sempre com comoção. Imaginando por vezes o além da voz, imaginando quem partilhava esta intimidade nos seus outros cantos...

Pouco para dizer, muito para escutar, tudo para ouvir. A Cristina Fernandes e o Mário Filipe tomaram a iniciativa de tentar coleccionar ideias para a continuidade da Íntima Fracção. No meio da noite não é o silêncio... é o barulho do coração
A blogoesfera portuguesa acabou

"(...) É o caso do blog Muito Mentiroso. O autor desta página aproveita a total liberdade de expressão oferecida pela net para «libertar» «informações» (?) polémicas sobre o processo Casa Pia (...)"

A jornalista Patrícia Maia (TSF), duvida, não mais do que isso, que o que surge no MM seja notícia. Oferece-nos um ponto de interrogação adiante de umas «informações» entre aspas. A Patrícia é jornalista: o que vem no MM só é notícia se a Patrícia o confirmar. É notícia Patrícia Maia? Se não é, ou não sabe, o que é isto que oferece ao público? Para que é serve ser-se jornalista?
Por cada vez que se toca a campainha morre um mandarim na China. Mas será que morre mesmo? Deixa-me cá tocar...

O que interessa mesmo é o MM.
Vejo o MM no emprego, vem por mail ou em papel. Curiosamente toda a gente lê, do miúdo ao graúdo. Vejo o MM no autocarro, várias vezes ao dia. Até já vi o MM na valeta, abandonado por um qualquer.

Leiam todos o MM. Uma vez. Só uma vez. E depois parem um bocadinho e pensem bem. Pensem muito bem porque é que querem voltar lá, ou porque é que não querem voltar lá. Pensem bem no que é que leram. Imaginem-se não só leitores. Imaginem-se notícia. E depois, que tal escreverem sobre o que pensaram? O MM é bom? É mau? Porquê? Podem até pôr as palavras num blogue. No final discutam as ideias dos outros, sobre o MM. Se o fizerem têm boas probabilidades de ficar vacinados. É só um conselho que vos empresto.
Estivemos a ver...

...o "8 Mulheres". Um filme que fugiu de mim, ou eu dele, quando esteve em cena. Um delírio. Como são belas as mulheres.
Gostava de ver a peça... Por cá (outra vez?). Ora deixa-me cá pensar num elenco...

sexta-feira, setembro 19, 2003

Quantos livros lê por ano?

Dois terços das pessoas que responderam (num total de 69) lêem mais de 5 e menos de 40 livros por ano.
Ontem tinha uma ideia brilhante para uma pesquisa mas... varreu-se-me.
Anda por aí tanta nostalgia da meninice...


Lembram-se? Te Acuerdas?